Bovespa sobe 1,28% e sai do vermelho pela 1ª vez no ano
Da RedaçãoEm São Paulo
Depois de um dia de sobe e desce, a Bovespa fechou com alta de 1,28%, a 64.608 pontos. É a primeira vez no ano que a Bolsa consegue acumular ganhos. De janeiro até agora, o saldo é de 1,13%. O ano havia começado mal, e a Bolsa chegou a perder quase 8%, acompanhando os mercados internacionais, mas agora conseguiu recuperar-se. Em fevereiro, o ganho já é de 8,6%, mas o acumulado no ano é menor porque houve perdas em janeiro.No último momento de negociações, a Bolsa seguiu o comportamento do mercado norte-americano, que passou a subir com a notícia de que o plano de resgate à seguradora norte-americana de bônus Ambac Financial pode ser revelado segunda ou terça-feira.Esta sexta-feira foi mais um dia em que o mercado de câmbio se descolou parcialmente das Bolsas de Valores e correspondeu ao ritmo da entrada da moeda no mercado nacional.
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O dólar comercial teve sua quinta queda seguida, acumulando desvalorização de 2,62% na semana e fechando cotado a R$ 1,708 na venda. Durante a tarde, o Banco Central fez leilão de dólares no mercado à vista, o que contribuiu para frear um pouco a queda na cotação da moeda."O fluxo (diferença entre a entrada e a saía de dólares) é bastante positivo", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros. "(A redução da queda do dólar) é, na verdade, a sensibilidade dos mercados ao cenário externo. Nos Estados Unidos, começaram a cair os papéis dos bancos e o investidor aproveitou para tirar os ganhos das últimas sessões", afirmou o gerente se referindo a forte desvalorização da moeda nesta semana.As Bolsas da Europa e as da Ásia fecharam em queda. Grau de investimentoA possibilidade de o Brasil ser considerado grau de investimento (classificação que indica que a chance de um país não pagar seus credores é pequena) já em 2008 leva analistas a apostarem no país. A estimativa, que surgiu ontem de alguns analistas, reflete o anúncio do Banco Central de que em janeiro o país atingiu um nível de reservas internacionais suficiente para quitar a dívida externa."A crescente expectativa de que o 'upgrade' vai acontecer ainda neste ano está levando os investidores a aumentar suas posições em ativos brasileiros, apesar de o ambiente externo apresentar perspectivas de baixo crescimento e encarecimento do crédito", afirmou em relatório Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.Mas a analista alertou que os investidores podem "até mesmo reverter um pouco suas posições em ativos locais nos momentos em que o cenário externo estiver menos favorável".













